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História

Ribeirão das Neves é subdivida em três regiões: Sede, Justinópolis e Veneza.

A sede é a região central, definidos por áreas situadas na sede, com características de área central pela predominância de atividades comerciais e de prestação de serviços, ocupadas com média densidade, destinadas basicamente a atividades de comércio e prestação de serviços com nível de pequeno, médio e grande porte, e de atendimento para toda a cidade, onde há edificações em lotes mínimos maiores ou igual a 360m². Tem expandido o comércio local, principalmente com a chegada de novas empresas de grandes franquias.

Justinópolis possui características de eixo comercial pela predominância de atividades comerciais e de prestação de serviços, ocupadas com média densidade, destinadas a atividades de comércio e prestação de serviços com nível de pequeno, médio e grande porte, e de atendimento para toda a cidade.

É toda região compreendida pelo distrito de Justinópolis, que tem boa parte da população total do município. O distrito de Justinópolis ou “Justino”, como é popularmente conhecido, recebeu o derivado nome, em 1953, em homenagem a Antônio Justino da Rocha, próspero fazendeiro da região que doou o terreno para a construção da igreja, do cemitério e da escola.

A região de Campanhã incorporava um vasto território dividido em fazendas, que ao longo das décadas de 40 e 50 iniciaram a transformação em lotes para a comercialização, dando início aos primeiros bairros, e que já na década de 30 tem-se notícias das vendas do Sr. Antônio de Souza Menezes, vulgo “Vigário”, e a do senhor Carlindo Costa Ferreira, vulgo “Tenente”.

Os primeiros loteamentos da região foram oriundos das terras pertencentes ao senhor Carlindo Costa Ferreira, possuidor de enorme áreas, hoje representando os bairros Botafogo (1957) 1ª, 2ª, 3ª seções, o Atalaia, o Urca e o Flamengo, e a comunidade do Braúnas. Em 1953, Campanhã foi elevada a condição de distrito de Ribeirão das Neves, a partir da emancipação política do município.

As primeiras referências sobre Ribeirão das Neves, então denominado "Matas de Bento Pires", são  do início  do século  XVIII. Em 1745,  o mestre de campo Jacinto  Vieira da Costa, obteve o título de sesmaria de uma porção de terra na região central e, dois anos mais tarde,  construiu  uma  capela  dedicada  à  Nossa  Senhora  das  Neves,  o  que  originou  o nome  "Fazenda  das  Neves".  Jacinto  morreu em  1760  deixando  oito  filhos  ilegítimos  e  seus bens a um deles: Antônio Vieira da Costa. O ocorrido gerou um conflito que durou até 1796,  quando  Antônio  faleceu  sem  deixar  herdeiros.

Os bens foram levados a leilão e as fazendas foram arrematadas pelo capitão José Luis de  Andrade, português  e  morador da  Vila do  Sabará.  Inicia-se,  então,  um  novo  período na  história  do  município.

José  Luis  casou-se  em  1799  com  Francisca  Antônia da  Costa, com  quem  teve  dois filhos:  o guarda-mor  Joaquim  José  de  Andrade  e  o  Padre  José  Maria  de  Andrade.  Joaquim, nascido  em  1781  veio  para  Neves em  1818  para  morar na  "Fazenda  dos  Carijós  (atual bairros  Santa  Marta,  Santa  Martinha,  Porto  Seguro  e  Nova  União)  e  comprou  de  seu  pai em  1825.  Em  1826  casou-se  com  Úrsula  Maria  Nogueira  de  Alvarenga  com  quem  teve oito  filhos,  deixando  grande  descendência  em  Ribeirão  das  Neves  e  Pedro  Leopoldo.  José Maria, segundo  filho  do  capitão,  nasceu  em  1794,  ordenou-se  padre  e  em  1818  veio  morar na  "Fazenda  das  Neves",  onde  ficou  até  sua  morte.

A região do Veneza tem uma população que representa 29% da população total do município. É toda região que nasceu em torno da BR-040 e pouco resta da preservação histórica do município. Há nessa área há presença de condomínios fechados, como os condomínios Vale das Acácias e Vale do Ouro, geralmente habitados temporariamente, pois a grande maioria tem aquelas, como residências de descanso e moram em cidades próximas, como Belo Horizonte.

A população da região cresce exponencialmente, principalmente após criação da habitação do Programa do Governo Federal “Minha casa minha vida” no bairro Jardim Alterosas, que está localizado entre o Veneza e o Belvedere, e próximo a empresa Pacaluz, o local teve uma incidência de moradores de várias regiões da cidade que ali vieram morar.

Mas encontramos nessa região, também implantações que remetem as necessidades desenvolvidas às margens de uma grande rodovia, como a 040, dentre elas é grande o número de postos de gasolina e restaurantes com características próprias pra atender viajantes.

Apesar de não haver grandes exemplares arquitetônicos nessa região, um dos bens do município que possuem tombamento municipal está implantado ali, a Igreja da Colina. Capela filiada ao Santíssimo Sacramento conhecida como “Capelinha da colina”, que desde a década de 30 é local de devoção dos fiéis de toda redondeza. Foi ampliada e reinaugurada em 16/05/1949. Tombada pela Lei Orgânica em 21 de abril de 1990, foi restaurada em 1999, após chegar à situação de ruína.

Ribeirão das Neves tem uma representação forte no polo ceramista, desde a década de 1940 quando a Penitenciária Agrícola de Neves, atual José Maria Alckimin. Muito em função da grande quantidade de matéria-prima existente na região, se tornando uma das grandes fontes de economia da cidade, desde a sua emancipação.  

Outra característica cultural forte na cidade é o artesanato, tendo em vista que a cidade recebeu moradores de várias regiões do país, que vieram buscar uma nova vida na capital mineira, assim o artesanato local se mostra presente em várias vertentes, confeccionadas com matérias primas como: linhas, tecidos, madeiras, vidros, barbantes, papéis e muitos materiais destinados ao descarte.

A cidade tem destaque também nas artes cênicas, ou artes performativas, com vários estúdios de dança, que servem para ensinar e local de exercícios. Dentre os movimentos, destaques para o Jazz, Balé, entre outros.

A capoeira também tem representação na cidade, nos guetos, nos espaços públicos da Prefeitura disseminando entre os jovens as atividades.

A culinária é outra característica forte da cidade, assim como o artesanato, a culinária é representativa de vários pontos do país, tendo em vista sua população diversificada.

 

Localização e Aspectos Logísticos

 

Ribeirão das Neves está entre duas grandes rodovias do estado de Minas Gerais que há um grande escoamento de produtos, tais como: LMG-806 e BR-040 (Rio de Janeiro e Brasília).

 

Dinâmica Populacional

 

Ribeirão das Neves é um dos maiores municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, contando com uma população de 296.317 habitantes, sendo mais de 27 mil jovens com idades entre 15 e 19 anos (IBGE, 2010). Em 2015, o IBGE fez uma nova previsão de habitantes da cidade, conforme as estatísticas de crescimento do órgão, atualmente teríamos uma população aproximada de 319.310 habitantes. A cidade sofreu um rápido e desordenado crescimento populacional a partir da década de 1970, quando tinha 9.707 mil habitantes e nas décadas seguintes apresentou crescimento muito superior à média estadual e nacional, passando para 67.257 mil em 1980; 143.852 em 1991 e 246.589 em 2000 (Censos do IBGE). Esse forte crescimento populacional resultou no surgimento de 180 bairros, gerando diversos problemas sociais, dificultando a difusão de informação de forma eficiente e gerando desconhecimento por parte da população de algumas das características do município.